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 O outro tema que abordaremos neste curso é o relacionamento conjugal, Deus preza a família e a institui como princípio de restauração social. É a primeira instituição que o indivíduo conhece e por este motivo deve ter zelo pelos que terá sob a sua responsabilidade.
Pais saudáveis, família em ordem, filhos bem criados, estes são três itens importantes para se avaliar o seu relacionamento familiar.
Pais saudáveis-
No mundo em que vivemos os pais já não são como os antigos, as mães trocaram o seu ministério de mãe por um emprego onde o dinheiro é que vai estabelecer até a educação dos filhos.
Muitos são os pais que passam a trabalhar horas por dia para poder dar conforto a família, porem com o passar dos anos irão descobrir o que perderam.
Não é raro vermos pais  em soluços por não ter conseguido evitar o mal causado aos seus filhos, negligenciaram com a educação deles porque presumiam que ao crescer eles teriam mais oportunidades, trocaram a educação familiar com amor e afeto por um punhado de dinheiro que muitas vezes não os ajudou em nada.
Este é o nosso foco neste seminário, a cura de casais:
 Há uma considerável lista de fatores que contribuem para os problemas conjugais, que vão desde dificuldades financeiras até a incompatibilidade de gênios. Entretanto, o que será considerado aqui é a formação de apego afetivo.
Desde bem pequenos os seres humanos têm a necessidade de cuidados por parte de outrem. Durante o período de formação da personalidade existem algumas circunstâncias fundamentais a serem desenvolvidas. O vínculo afetivo é um elemento primordial nesta categoria. Ele é básico, atadura, laço, aquilo que une.
Estudos conceituam o vínculo afetivo como sendo fundamental para as relações humanas. Alguns psicólogos acreditam que deve ocorrer algum relacionamento logo no início da vida da criança se quiser que ela forme, mais tarde, vínculos significativos.
O que tem se tornado presente durante a estruturação da personalidade infantil são os contatos superficiais, cuja preocupação localiza-se em prover a criança com alimentos, moradia e escola. Todavia, são insuficientes. E, ainda, muitas mudanças geográficas e/ou trocas constantes de cuidadores dificultam a formação do vínculo.
Posteriormente, na vida adulta, muitos obstáculos nas relações humanas relacionam-se a esta precariedade de vínculo. As pessoas não conseguem perceber este tipo de deficiência em seus relacionamentos. Focalizam os problemas em outras questões, ou ainda, preferem nem tocar no assunto. Há casos em que ignoram a possibilidade de lançar mão de uma psicoterapia.
Entretanto, perde-se a chance de resolver na causa os efeitos de uma convivência difícil.
Nestes casos, especificamente, onde houve uma deficiência na formação de vínculo na infância e as decorrências comprometem os relacionamentos.
No relacionamento de um casal onde há a presença desta deficiência, quando entra na rotina da convivência, faz surgir um novo tipo de comportamento. A pessoa age, inconscientemente, de forma semelhante a um hóspede dentro de sua casa. Realiza as suas atividades comuns. No entanto, a sua forma de ser apresenta frieza, ocasionada pelo distanciamento.
Aos poucos, vai agindo como se estivesse hospedada na casa, cumprindo com alguns papéis pertinentes, todavia, trata as questões, antes parcimoniosas, de forma independente. Dividir o espaço com a família já se tornou difícil, falar de Deus ou reunir-se para o culto de louvor esta fora de cogitação.
Deixa as responsabilidades, sobretudo as domésticas, para o outro cuidar. Onde havia uma atmosfera de cordialidade e doçura, passa a existir um espectro de isolamento e pesar. O outro vai percebendo esta diferença e acaba por se sentir, pouco a pouco, só. A sensação deste isolamento origina-se na forma pela qual a ausência do vínculo se manifesta nesta relação.
As discussões passam a existir com uma freqüência crescente. Os conflitos podem surgir e avoluma-se no processo bola-de-neve. A pouca consciência a respeito da situação  provoca a discórdia entre o casal, atingindo quem estiver por perto nesta convivência, via de regra, os filhos. Lembranças e cobranças de como a vida conjugal era boa anteriormente são lançadas no calor das discussões. Isto faz aquecer ainda mais o desentendimento. Esta é uma situação estressante para o casal, podendo levar os seus envolvidos à depressão e outros males, além da separação.
Este comportamento reflete o quanto o seu portador, inconscientemente, procura manter distância afetiva do outro para que não haja envolvimento.Por se tratar de uma síndrome enraizada na formação vincular faz-se necessária uma avaliação dos erros e acertos na vida a dois, mas é uma atitude protelada as vezes até que chega a uma situação mais insuportável ainda. Neste ponto já se tem a certeza de que as coisas não vão bem e a conciência de que Deus e quem os ajudaria também já não é confortável, muitas justificativas a fazer, perdão a ser liberado, perdão a ser pedido, não agradam mais a estas vidas que já se humilharam e feriram bastante, isso se já não havia agravos anteriores de traumas passados na infância, a despeito de tudo isso estão eles agora traumatizando os próprios filhos porque não conseguem se achegar a deus para poder ter uma slução.
Não raro, crê-se que a síndrome nasceu dentro do relacionamento. Todavia, ela foi desencadeada, apenas, durante o convívio. A pessoa não enxerga o problema já antigo. É possível comparar relações anteriores a atual e sentir que há algo semelhante nelas.
Contudo, é insuficiente para aceitar a síndrome e o seu tratamento. O jogo de culpa é apenas um instrumento para se defender, na tentativa de diminuir as péssimas sensações diárias. De nada adianta. Só aproxima o casal da separação. Separar, por sua vez, traz de volta o estado de isolamento requerido e mais que isso vão desagradar ainda mais a Deus.Esta instituição precisa de tratamento e ele virá quando um dos dois indivíduos se colocarem na presença do Senhor.
Muitos pedem por oração pelos seus casamentos, mas na hora de tomar a atitude preferem ficar alheios ao envolvimento em uma vida na presença do Senhor, neste caso também o que importa é a benção, sacrificar alguma coisa por ela não cabe nestas vidas.

Crer numa solução de poucos recursos como esperar o tempo como agente de mudanças é dar oportunidade para que se instale a piora
Dialogar, e, entenda-se bem, conversar com o coração aberto, oferece uma primeira abertura para se compreender a vida do casal. Dar o primeiro passo pode modificar aquilo que já era considerado algo inevitável, como a separação. Há uma necessidade de crescimento por parte das pessoas envolvidas.A solução deve manter o casal, em pouquíssimos casos seria aconselhado o contrário e assim mesmo deveria haver comunhão com Deus para poder ter a resposta deste problema.
Cuidar da questão, alterando o comportamento de hospedagem para o de comprometimento afetivo em conjunto permite existir a unidade fundamental das relações conjugais: a dependência equilibrada e necessária do vínculo. Vale a pena lutar com vontade, ajuda e conhecimento.

 

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